Estava uma bela tarde de Verão. A harmonia comandava aquela zona à beira-mar, aquela praia com tão extasiante visão para o mar, para aquela beleza transcendental. A areia tão fina e de uma cor tão dourada, servia de leito para a água translúcida, para aquele imenso azul com as suas ondas que nenhum medo transportavam, trazendo-nos sim calma ao espírito inquieto. E aquele pôr-do-Sol... aquele pôr-do-Sol que em mais lado algum se poderia encontrar outro... aquele vermelho, aquele fogo que nos aquece a alma e entra, a pouco e pouco, mas sem demora, naquele imenso mar que o engolia com ternura e o devolvia àquela maravilhosa paisagem no dia seguinte. Tal imagem nunca mais me saíra da cabeça, nunca mais a minha memória esqueceu tão bela harmonia de cores, tão boa sensação que nos transmitia o toque naquela areia, o toque naquela água fria, mas não demasiado fria, que nos refrescava e acolhia com carinho. Muitas recordações já me saíram da lembrança, muitos acontecimentos já estão desfocados no íntimo do meu ser, muitos pormenos já foram esquecidos, mas desta imagem, deste mar, desta praia e deste Sol, nunca mais me esqueci nem jamais esquecerei. Estou certa disso. É uma paisagem tão maravilhosamente bela que gastaria uma eternidade só para descrevê-la. E a mensagem que nos transmitia aquela imagem era clara, tão clara como a água que nos lambia os pés. Paz, harmonia, calma.
E foi perante esta imagem que esta história começou.
Tenho este texto escrito há mais de um ano e quis partilhá-lo convosco. Se eu conseguir transformar a história que há anos está na minha cabeça para papel, esta será a introdução do meu livro.
Não coloquei imagem para serem mais livres ao imaginar.