segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Para ti, mãe, um dia

Sonhei contigo hoje, mãe.
Sonhei que me encontravas e descobrias tudo.
Sonhei com o teu rosto triste a observar-me.
As tuas mãos tocando-se em sinal de nervosismo.
O teu corpo tenso sem se mover.
Sonhei que apesar de me veres, não me viste. Que os teus olhos de mãe deturparam a verdade. E a verdade estava bem à tua frente, mãe. Simples. Clara. Ali. Bem à tua frente.
Sonhei que nada dizias.
Que fui ter contigo e tentei explicar-te.
Sonhei que não escutaste o que falei, pois a tua verdade já estava formada.
Já a tinhas como a única verdade e nada do que te dissesse alteraria alguma coisa.
Sonhei que não me viste, mãe. Porque não me viste?
Porque ficaste calada em vez de gritares tudo o que a tua alma queria gritar? Deixaste a tua alma muda e não podias, não podias.
Quem falou, então, fui eu.
Quem gritou, então, fui eu.
Quem partiu, então, fui eu.
Sonhei contigo hoje, mãe.
Sonhei que não me vias realmente.
Sonhei contigo hoje, mãe.
E partirei, como no sonho, se não me vires e aceitares a verdade.

4 Lápis no papel:

Blogger O Micróbio escreveu no papel...

Sonhos desses surgem, quando realmente andamos om problemas... ânimo, rapariga!

10:52  
Blogger isabel escreveu no papel...

Força, fé e preserverança, bj. Tudo passa.

11:12  
Blogger AS escreveu no papel...

Talvez a tua mãe sonhe contigo e do fundo do sonho surjam os gestos, as palavras, a coragem e o reencontro que ambas desejam!..

Aceita o meu abraço amigo

11:28  
Anonymous Menina_marota escreveu no papel...

A força do amor que uma Mãe trás no coração, não se esgota com o seu desaparecimento... ele perdura no nosso coração.
Fica bem. Um sorriso para ti :-)

11:50  

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