1 ano
Então não é que o meu blog fez um anito e eu não reparei.
Foi um começo em que nem sabia bem o que queria fazer, só sabia que queria fazer algo. Comecei por escrever, de mãos trémulas, porque poucas coisas produtivas ainda tinha feito. As letras foram saindo, de início tão frágeis, mas depois de palavras carinhosas que encontraram do outro lado, de abraços invisíveis, ganharam coragem e foram-se fortalecendo.
Hoje a isa xana, Marisa no mundo físico, Raphaela Blat nos poemas, está tão orgulhosa do que contruiu como dos amigos que fez.
Este blog nasceu e cresceu e tornou-se algo que me fez sorrir a cada dia.
Nunca antes tinha escrito poesia assim.
Senti-me tão satisfeita a primeira vez que fui ao ICAG entregar poesias, registá-las, dizer a mim mesma: "Fizeste algo, Marisa. Isto é teu e, mesmo que ninguém goste, é teu e tu orgulhas-te disso e isso é que importa. Brotou de ti algo."
Cada pessoa que conheci fez-me tão bem. Vocês acolheram-me, meus amigos, meus amigos sim, porque não?:)
E mesmo que a ausência pese por vezes, o meu lápis e papel estão sempre aqui e ficarão sempre aqui e serão sempre aqui.
Obrigada por tudo. Beijos esvoaçantes desta borboleta:)
Liberdade
Aqui me encontro.
Aqui as cores do céu são a minha pele.
Aqui a água é meu corpo, a terra meus cabelos.
Aqui tudo e nada sou em doses bem medidas.
Aqui todos me sentem, mas ninguém me toca.
Aqui sou a imortalidade do tempo passado,
um rasgo de luz no céu estrelado.
Aqui, só aqui.
E neste espaço infinito, um querer
que se esconde nos beijos guardados,
que me afoga e me devolve à vida,
um querer que vejo em teus olhos
me rouba de mim e me entrega no mesmo instante,
pinta carmim no meu coração,
um carmim intenso, imenso em cada batimento.
Aqui me quedo,
pois és um bálsamo para os venenos do mundo
e o teu amor é o mágico que tenho na alma
e me oferece o bem maior,
a liberdade.
Estou aqui. Sou aqui.
Raphaela Blat
Coloco este poema novamente por achar que se enquandra bem neste meu post.




