quarta-feira, 24 de maio de 2006

E assim retorno à blogosfera...


A mim parece-me um sonho mau... o senhor que via nas feiras de artesanato com as suas peças das lendas celtas de Artur que eu tanto gostava mas que não tinha dinheiro para comprar. O senhor que vinha conversar com a minha mãe e que eu achava tão fofinho com a sua barbinha e seu ar de velhote sem o ser. Sim, que o querido Fernando Bizarro pode ter todos os nomes, mas lá velhote é que não era, pelo menos no coração. Velhote só se for mesmo de sabedoria. O senhor Bizarro, como todos lhe chamavamos, que encontrei por acaso na blogosfera e me chamava carinhosamente amiga borboleta.
Diga-me que é só um sonho senhor Bizarro, diga lá. Ainda quero vê-lo tantas vezes. E mesmo que não o encontre nesta vida, encontrá-lo-ei certamente noutra.



A minha despedida

Choro.
Lágrimas tão salgadas escorrem deste amargo rosto.
Meu amigo, se gostava de si era meu amigo.
Queria dizer-lhe não parta já,
segurar-lhe as mãos, prendê-lo aqui.
Não tenho tamanhos poderes
e cada um tem o seu momento na hora da partida.
Cheguei tarde, meu amigo. Quando de ti soube
o sol já tinha adormecido na sua agonia.
Fica na paz dos deuses.

Marisa Aires