O desconhecido
Encontraram-se como por acaso naquele entardecer.
Não encontraram as palavras necessárias para concretizar o momento.
Não encontraram os espelhos da alma nos olhos de cada um.
Não encontraram as cores do toque na pele suave.
Encontraram-se por mero acaso naquele banco de jardim, abrigo de cada um, mas não era abrigo dos dois.
Perderam-se na magia do encontro sem o ser.
Perderam-se nas palavras que voaram e nos sorrisos que faltaram.
Perderam-se como uma melodia que toca num entardecer em frente a um banco de jardim, abrigo dos que almejam amar, mas que temem a travessia do Cabo da Boa Esperança.



