segunda-feira, 24 de julho de 2006

O desconhecido


Encontraram-se como por acaso naquele entardecer.
Não encontraram as palavras necessárias para concretizar o momento.
Não encontraram os espelhos da alma nos olhos de cada um.
Não encontraram as cores do toque na pele suave.
Encontraram-se por mero acaso naquele banco de jardim, abrigo de cada um, mas não era abrigo dos dois.
Perderam-se na magia do encontro sem o ser.
Perderam-se nas palavras que voaram e nos sorrisos que faltaram.
Perderam-se como uma melodia que toca num entardecer em frente a um banco de jardim, abrigo dos que almejam amar, mas que temem a travessia do Cabo da Boa Esperança.

domingo, 16 de julho de 2006



Vem à Miscelânea e escolhe:)


segunda-feira, 10 de julho de 2006

Sentidos - Romance






Ela olhou e disse: Pára com essa máquina fotográfica!
Ele olhou e disse: Como podes pedir-me que evite a minha deusa?

Ela vislumbrou o horizonte: Porque não fotografas as ondas do mar?
Ele vislumbrou o seu horizonte: Para quê ir tão longe?

Ela enxergou as estrelas: Olha para o céu e observa a noite.
Ele enxergou a sua estrela: Estou a admirar a mais bela.



Deito-me na varanda do teu coração,
esperando pela tua sinfonia de aroma adocicado.
Inspiro o sabor da tua voz ao encostares a tua alma
à parede de chocolate que para ti construi.
Toco os teus cabelos de carvão
e
desenho no meu peito uma constelação.
Meu aquário, sou o teu peixe verde, não digas adeus
.
Raphaela Blat