sábado, 8 de janeiro de 2005

Verão em Sintra Parte II - Margarida

Tudo começou, se desenrolou e somente muito mais tarde Mariana se apercebeu.
Partiram bem cedo pela manhã. Ao chegarem a Sintra, depararam-se com uma bela cidade, mais ainda naquela manhã maravilhosa... aquele céu azul... aquele verde da serra. Lindo, mesmo lindo. Foram ao apartamento que os organizadores da exposição tinham arranjado para as duas. Instalaram-se. Mariana, apesar de tudo, apesar de tanta beleza, continuava sem muita animação. Preferia ficar no apartamento, mas viu-se praticamente obrigada a sair com a mãe. Foram à exposição para ver se estava tudo em ordem. A mãe arranjou logo trabalho para fazer, coisas que ela dizia não estarem no lugar certo e deixou Mariana passear um pouco, já que pouco faria ali a olhar para a mãe. Foi passear pela cidade, comer um gelado, tirar algumas fotografias, tentar divertir-se um pouco, mas sozinha era difícil. Farta de andar pela cidade só, acabou por se sentar perto da exposição à espera da mãe. Quando a mãe chegou foram almoçar, a mãe voltou para a exposição e Mariana foi para o apartamento.
Assim foram os seus dias... do apartamento para a exposição, da exposição para o apartamento. Pouco fazia. Acompanhava a mãe na exposição, lia bastante, escutava música e via muita muita televisão. Um mês tinha passado desde que chegara. Poucas pessoas conheceram, nenhum amigo fizera.
A mãe tinha-se tornado muito amiga dum casal que também estava naquela exposição. A mulher era escultora, o marido pintor. Família Martins. Casal simpático e sorridente. Tinham uma filha que iria chegar em poucos dias e a mãe já tinha avisado a Mariana para não deixar a rapariga sozinha. Ela reclamou um pouco, mas, bem no fundo, não se importava assim tanto, pelo menos, desta forma, tinha alguma coisa para fazer... e companhia também. A moça chegou. Margarida o nome. Parecia simpática, mas pouco falava, o que não ajudava muito. Mariana apercebeu-se que falava sem parar perto dela, tentando que ela também conversasse, se abrisse um pouco, mostrasse quem é, mas não conseguia saber grande coisa. Acabaram por se tornar amigas. Riam bastante, passeavam bastante... aquela viagem começara a tornar-se interessante para Mariana. Margarida fazia muito bem a Mariana. Parecia uma rapariga com autoestima, olhava para os rapazes descaradamente e ainda lhes mandava piropos. Mariana ficava mais segura de si perto dela e só bem depois se apercebeu que todo aquele descaramento da amiga se devia à timidez. Nunca namorara, tal como Mariana. Identificavam-se. Tornavam-se cada vez mais amigas, mais cúmplices.
Aquele Verão começava a mudar para Mariana, mas mais, muito mais estaria por vir.

2 Lápis no papel:

Blogger Vab escreveu no papel...

Beeeeeem, isto torna-se quase porno!!!! Elas acabam na cama? Ui ui, já não vou deixar de ler este blooooogue

03:05  
Blogger isa xana escreveu no papel...

tu é k tens uma mente perversa!!! =p

16:59  

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