Poeta
Podemos ter uma breve visão
da alma que escreve
as palavras sentidas
nos papéis riscados
a lápis de carvão.
Podemos ver a sua alma
branca,
carmim,
solta,
livre,
ancorada no corpo do poeta,
presa como um barco no cais
com uma amarra de cetim.
Porém a visão é somente breve,
e não se sentem inteiramente
as cores do espírito,
não se vê a borboleta de nós
alcançando os céus do mundo.
Vê-se somente uma asa,
uma pequenina asa
num frenesim delicado
e nada mais.
Raphaela Blat



9 Lápis no papel:
Na verdade que sabemos nós do poeta para além daquilo que entrevemos? Que desperta ele em nós? Belo poema, linda. Beijos
Adorámos a percepção que tens de ti.
Partilhamos o gosto pelos teus olhos, mas acima de tudo da tua postura perante as palavras.
Temos dito.
Ass:Grizo e Mercador
Adorei encontrar este cantinho ,eu sou um apaixonado por poesias...
e com certeza virei mais vezes aqui me emocionar. um beijo.
nilson young - Brasil.
Querida Isa Xana
A alma do poeta como uma borboleta, da qual só se vêm o bater rápido das asas... bem, tens imagens poéticas superiores.
Um beijo
Daniel
Só tenho a dizer... é LINDO, verdadeiramente LINDO!
Um beijo
Belíssima escolha: uma combinação perfeita: texto e imagem.
DEIXO um beijo;
BShell
palavras perfeitas publicadas no blog a quem tudo isto me parece fazer todo o sentido..jks
O poeta mostra a asa para que possamos também voar, desvela as palavras ao assombro, faz-nos adivinhas aos sentidos e levanta mistérios.
Beijinhos
As asas do poeta são o sonho... e as tuas asas são lindas!
um beijo
Publicar um comentário
<< Voltar ao papel